Vôlei: Com apenas uma derrota, seleção masculina se prepara para a quarta semana da Liga das Nações

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domingo, 10 junho 2018
Torneios Internacionais

Por: Jessica Di Risio, de São Paulo

 

Foram muitas horas de viagem, jogos dificílimos e também muita vibração ao final da terceira semana da Liga das Nações. Os comandados de Renan Dal Zotto mostraram que o torcedor brasileiro tem motivos de sobra para ficar otimista com o desempenho da seleção durante a competição. A boa atuação de Bruninho e companhia renderam oito vitórias em nove partidas, 23 pontos e a segunda colocação na tabela.  Não dá para reclamar, não é mesmo? Afinal, esse era o objetivo do treinador brasileiro, sair da Rússia com o máximo de pontos possível. Missão cumprida.

E não pense você que foram 21 dias tranquilos. O Brasil estreou na Sérvia contra os donos da casa, perdeu para a Itália diante o imparável Ivan Zaytsev, virou na marra tirando a invencibilidade dos Estados Unidos e foi superior à Rússia num dos maiores clássicos do vôlei mundial.  Vale destacar que o confronto contra os norte-americanos foi provavelmente a melhor partida da seleção brasileira no torneio, com direito a todos os elementos que um espetáculo dessa categoria pode oferecer.

Até o momento, a Seleção apresentou um voleibol de primeira qualidade, com pequenos momentos de desequilíbrio e instabilidade. O grupo como um todo mostrou talento de sobra e muito poder reação diante as dificuldades, sem dúvidas Wallace, Isaac e Douglas Souza foram os atletas que fizeram a diferença. Sem Éder, Lipe e Evandro durante a última semana, a seleção provou que tem um elenco entrosado e pronto para a fase final. A principal arma de Renan Dal Zotto é conseguir usar o maior número de jogadores inscritos na competição para evitar o desgaste para a fase final.

 

Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

 

Aqui vai um resumo da participação brasileira na Liga das Nações:

1ª semana: Kraljevo (Sérvia)
25.05 – Brasil 3 x 0 Sérvia (25/22, 25/22 e 26/24)
26.05 – Brasil 2 x 3 Itália (25/18, 19/25, 21/25, 26/24 e 8/15)
27.05 – Brasil 3 x 0 Alemanha (26/24, 25/23 e 26/24)

2ª semana: Goiânia (Brasil)
01.06 – Brasil 3 x 0 Coreia do Sul (25/21, 25/19 e 25/19)
02.06 – Brasil 3 x 0 Japão (26/24, 25/19 e 25/20)
03.06 – Brasil 3 x 2 Estados Unidos  – 21/25, 20/25, 25/19, 25/20 e 20/18)

3ª semana: Ufa (Rússia)
08.06 – Brasil 3 x 1 Rússia  (25/21, 25/20, 25/27 e 25/18)
09.06 – Brasil 3 x 2 Irã (25/17, 23/25, 25/19, 21/25 e 15/13)
10.06 – Brasil 3 x 0 China (25/20, 25/19 e 27/25)

Agora a seleção brasileira seguirá para Varna, na Bulgária, onde vai enfrentar os canadenses no dia 15, a forte seleção da França no dia 16 e os donos da casa no dia 17. Importante lembrar que a Liga das Nações foi criada para substituir o Grand Prix e a Liga Mundial, competição em que o Brasil é o maior vencedor, com 9  títulos. Na quinta e última semana da fase classificatória, a seleção verde e amarela embarca para Melbourne, na Austrália, para encarar os anfitriões, a Polônia e a Argentina.

Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

 

E como a Liga das Nações vai funcionar? O torneio terá 12 seleções permanentes, tanto no masculino como no feminino. Na chave masculina, Alemanha, Argentina, Brasil, China, Estados Unidos, França, Japão, Irã, Itália, Polônia, Rússia e Sérvia são fixas e cada edição do contará com quatro convidados. Em 2018 serão Austrália, Coreia do Sul, Canadá e Bulgária. Ao longo de cinco semanas, todas serão divididas em grupos de quatro integrantes, disputando as partidas dentro de cada chave. As cinco primeiras colocadas se classificam para a fase final juntamente com a França, que será o país sede. Estas seis equipes serão divididas em dois grupos, disputando as partidas dentro deles. As duas primeiras seleções de cada grupo avançam às semifinais e as perdedoras disputarão o terceiro lugar. A fase final será disputada entre 4 e 8 de julho em Lille. E por que a França? Os europeus foram os últimos campeões da Liga Mundial ao derrotar o Brasil na decisão na Arena da Baixada, em Curitiba.

 

Foto em destaque: FIVB / Site

Jessica Di Risio

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