‘Os Reis de Dogtown’: a história da profissionalização e da popularização do skate

‘Os Reis de Dogtown’: a história da profissionalização e da popularização do skate

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sexta-feira, 23 junho 2017
Esportes Radicais

Embalado por clássicos do rock (canções de Jimi Hendrix, Neil Young, Black Sabbath, Deep Purple, entre outros), “Os Reis de Dogtown” (2005), dirigido por Catherine Hardwicker e escrito por Stacy Peralta, conta a história dos primórdios da profissionalização e da popularização do skate – agora esporte olímpico – nos Estados Unidos, em meados da década de 1970.

Conhecido como Z-Boys, grupo começou a popularizar o skate na Califórnia em meados dos anos 1970 – Reprodução

Peralta, um dos responsáveis por essa universalização (ao lado, principalmente, de Jay Adams e Tony Alva), havia, antes de roteirizar o filme, dirigido um documentário (“Dogtown and Z-Boys”) sobre a sua história, a de seus companheiros e a do skate enquanto esporte/fuga.

O cenário do filme é Venice, na Califórnia, onde um grupo de adolescente inicia no asfalto das ruas, com o skate, séries de manobras típicas do surfe. Essa talvez foi a maneira de protesto/rebeldia que aqueles jovens, que também se arriscavam nas ondas, encontraram à época como autoafirmação. E forma de demonstrar que eram mais do que apenas alvos de chacotas de surfistas mais velhos e calejados.

Na trama, um desses experientes surfistas, Skip, também fabricante de pranchas, vê na molecada mais nova a galinha dos ovos de ouro. Começa, então, também a fabricar shapes e consequentemente fazer do skate, através da criação de uma equipe (Zephyr Competition Team) de competição, a febre da Costa Oeste norte-americana que posteriormente se alastraria para todo o mundo.

Entre amizades sólidas, ruídas, traições, conquistas e sucesso, um dos pontos altos da história (verídica) mostra como a rapaziada aproveitou na ocasião uma das piores secas da Califórnia para aprimorar suas habilidades e lançar mundo afora o skate vertical. O grupo pulava os muros das residências e se esbaldava nas piscinas vazias para treinar (e também chamar a atenção das garotas, claro). Vez ou outra um vizinho incomodado chamava a polícia e as fugas, no sentido literal, também aconteciam com o skate no pé para muitos.

Leonardo Guandeline

Leonardo Guandeline

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