NBB 11 vem aí! Conheça as equipes de Minas, Ceará, Brasília e Joinville

NBB 11 vem aí! Conheça as equipes de Minas, Ceará, Brasília e Joinville

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sexta-feira, 12 outubro 2018
Basquete

 

 

Por: Eric Filardi, de São Paulo, SP.

 

A 11ª edição do NBB vem aí e a equipe da Poliesportiva vai apresentar para você todas as equipes da competição que é organizada pela LNB (Liga Nacional de Basquete), com a chancela da Confederação Brasileira de Basketball, e conta com 14 equipes. Os seis primeiros colocados garantem vaga para os torneios internacionais, como a Liga das Américas (1º a 3º), e a Liga Sul-Americana de Basquete (4º a 6º).

Para esta edição, o Corinthians está de volta após 16 anos de inatividade (de forma independente) e foi campeão da Liga Ouro 2018 (2ª divisão nacional), garantindo vaga na elite do basquete. Assim como o Timão, o São José, vice-campeão, também volta ao NBB depois de três temporadas. Outro grande destaque foi a mudança de sede do time Universo, saindo de Salvador e indo para Brasília, encerrando a parceria com o EC Vitória. As equipes da Liga Sorocabana e do Campo Mourão foram rebaixadas para a Liga Ouro 2018-19 por terem feito as piores campanhas no NBB 10. O Caxias do Sul (5º em 2017-18), também não participará por dificuldades financeiras. A competição começará no dia 13 de outubro de 2018.

 

Regulamento

O campeonato é disputado no formato de pontos corridos, onde os 12 melhores colocados na fase de classificação avançarão à fase de playoffs, que seguirá a partir da disputada das oitavas de final, sempre em uma melhor de cinco jogos. Os confrontos de mata-mata serão disputados com os jogos 2, 3 e 5 sendo realizados na casa da equipe de melhor campanha na fase de pontos corridos. A pior equipe na fase de classificação será rebaixada à Liga Ouro de 2020.

 

 

Equipes de Minas, Ceará, Brasília e Joinville NBB 11

 

Basquete Cearense

Um dos caçulas do NBB, o Carcará foi fundado dia 23 de junho de 2012, sendo o primeiro time do Nordeste brasileiro a participar do NBB. O único técnico da equipe desde sua existência era Alberto Bial, que nesta temporada rumou para o Vasco da Gama. Uma curiosidade é que, em seu primeiro ano de vida, fez uma excursão pela China enfrentando diversas equipes locais e combinados de Universidades norte-americanas, conquistando lá seu primeiro troféu, o Taça Cidade de Ming Guan.

A equipe ficou na 8ª posição logo na primeira temporada e logo conheceu seu primeiro ídolo: Felipe Guerreiro. O camisa 33 conquistou a torcida nordestina sendo um dos grandes destaques não só do Basquete Cearense como também da temporada regular do NBB 5. O ala/pivô obteve a segunda colocação nas estatísticas de toda a temporada regular em rebotes (8,38/por jogo), tocos (1,31/por jogo) e eficiência (21,03), além de ter sido o quinto maior ladrão de bolas (1,79/por jogo). Sua média foi de 15,03 pontos por jogo (18° lugar nesse quesito) e, para coroar sua temporada individual, foi eleito para o Quinteto Ideal de jogadores brasileiros daquele ano. O Basquete Cearense ainda obteve outra marca significativa no campeonato, que foi a média de público geral de 3.373 espectadores por jogo, a maior do campeonato.

Em 2014 seu projeto com os jovens deu fruto, ao serem campeões da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), uma competição sub-22, de forma invicta. Davi Rossetto, à época, foi eleito o MVP das finais. Na temporada 2017-18 do NBB terminaram a fase de classificação no 10º lugar, enfrentando o Pinheiros nas oitavas final. Começou perdendo o primeiro jogo, mas venceu os três seguidos, virou a série para 3 x 1 e, pela primeira vez em sua história, venceu um playoff. Nas quartas de final, o time cearense enfrentou o Paulistano e acabou eliminado da competição nacional.

O comando técnico foi assumido por Dannyel Russo, auxiliar do ex-técnico Alberto Bial por seis temporadas, que conhece como ninguém o clube. A ideia era manter os principais jogadores e buscar nomes pontuais, mas foi mesmo uma reestruturação. Foram cinco renovações: o ala-pivô Felipe Ribeiro, o ala Sualisson Tavares, o ala-armador Rashaun McLemore, o pivô Bruno Fiorotto e o armador Paulinho Boracini.

No quesito contratações, trouxe os alas Alex Oliveira (Caxias do Sul), Léo Williams (São José) e Paulo Lourenço, destaque da Liga Ouro pelo Cerrado Basquete, e o pivô Feliciano, que foi campeão pelo Flamengo (temporada 2012/2013) e vice-campeão da Liga Ouro com o São José. Os armadores americanos Farad Coob e Dontrell Brite foram os últimos reforços estrangeiros da equipe. Na última quarta-feira (10), o gigante Douglas Kurtz, de 2,13m, formado na Universidade do Havaí e com passagens por Franca, Uberlândia e Pinheiros, acertou com o time de Fortaleza. Na última temporada, jogando pelo Vitória, o pivô teve médias 8.7 pontos e 5.6 rebotes.

Uma outra novidade para a temporada que se aproxima é o sócio-torcedor do Basquete Cearense. São três planos que variam de preços e benefícios. São eles Plano Standard (R$ 9,90 por mês), Plano Premium (R$ 29,90 por mês) e Plano VIP (R$ 49,90 por mês). Todos, porém, dão direito a ir em todos os jogos do Carcará na época.

 

Joinville/AABJ

Formada em 8 de setembro de 2003, a Associação dos Amigos do Basquete de Joinville não tem muita tradição no basquete. Na última temporada, vindo de um vice-campeonato da Liga Ouro, terminou a competição na 13ª posição, única que nem é rebaixado e nem vai para os playoffs. Contando às horas para a estreia, a equipe anunciou Daniel Lazier como técnico, debutando em um NBB. Lazier chega para substituir George Salles, que fica na comissão como assistente. O novo comandante estava dirigindo o Curitiba na LDB (Liga de Desenvolvimento). E é exatamente nas categorias de base que o novo treinador tem experiência. No currículo, Lazier tem os títulos da LDB Sub-20, série Prata de 2016, do Brasileiro Interclubes Sub-21, de 2017, e foi bicampeão da Taça Paraná.

O novo técnico já comandou treinos com a equipe que tem o reforço do americano Anton Cook, que também chegou em Joinville nesta semana. O ala disputou o último NBB pela Liga Sorocabana. Com 23 anos e 1,85 metros, alcançou, no último NBB, médias de 14,1 pontos, 2,5 rebotes, 1,4 assistências e eficiência de 8,5. A média de tempo de quadra de Cook na última temporada é de 30 minutos, com 34% de aproveitamento nas bolas de três pontos e mais de 87% de aproveitamento nos lances livres. A melhor pontuação do americano foi diante do Franca, quando o ala anotou 30 pontos.

No Campeonato Catarinense, o Basquete Joinville está invicto e ainda o disputa, estando nas semifinais e tendo vencido o primeiro jogo por 76 x 50, sobre o Joaçaba. Até agora, o Tricolor está com 100% de aproveitamento na competição estadual – 13 vitórias em 13 jogos disputados.

 

Minas Tênis Clube

Com atuação em diversas modalidades desportivas, o Minas Tênis Clube tem tradição no basquete nacional. A equipe minastenista participa do Campeonato Brasileiro desde quando este tinha o nome de Taça Brasil. A primeira disputa no certame ocorreu em 1966 e o Minas ficou com o terceiro lugar. A nível estadual o Minas conquistou o Campeonato Mineiro por 20 vezes, sendo a última em 2018. Em 1993, conquistou o Torneio Mercosul. Após longo hiato, em 2007, conquistou o título mais importante: o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, sob o comando de Flávio Davis. O clube participa do Novo Basquete Brasil desde a organização do campeonato e chegou entre os quatro primeiros em duas oportunidades.

Na manhã da última quarta-feira (10), o time de basquete que disputará a temporada 2018/2019 foi apresentado. O técnico Flávio Espiga, o armador Gegê, o ala-armador Jefferson Campos e o ala-pivô Wesley são os remanescentes da última temporada. O time foi o sétimo colocado do último NBB. Com isso, garantiu vaga na Liga Sul-Americana desta temporada. O clube também fez algumas contratações. O armador Lucas Lima, os alas Dominique Coleman e Che Bob, os alas-pivôs Sam Daniel, Alexandre Paranhos, e o pivô Leozão foram contratados para a próxima temporada. Augusto Cabral (armador), Marcos Cunha (pivô) e Tiago Dias (pivô), da base, completam o grupo.

 

Universo Brasília

A Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura (ASOEC), sediado atualmente em Brasília, Distrito Federal, é a “nova equipe” do NBB 11. Ligado à Universidade Salgado de Oliveira (Universo), que detém uma franquia para a disputa do Novo Basquete Brasil, principal campeonato da modalidade no país, e já tentou, ao longo da história, vencer com vários times. Ao contrário das demais equipes da primeira divisão do basquete nacional, o Universo é uma equipe de basquete itinerante. Após passagens por Uberlândia (2010 a 2014) e Salvador (2015 a 2017), a equipe se mudou para a capital federal em 2018.

A história no basquete se inicia em 1998, com o patrocínio da equipe mineira do Unitri/Uberlândia. Ampliou o projeto em 2001, ao patrocinar o Universo/Ajax. Em 2002, com Minas Tênis Clube. Em 2003, Automóvel Clube Fluminense e, em 2004, foi a vez de uma quinta equipe disputar a competição sob o “domínio” do Universo: o Brasília Basquete. Com cinco equipes, finalmente, em 2004, o Unitri/Uberlândia sagrou campeão nacional, dando o primeiro troféu a franquia. Também estiveram presentes nas conquista da Liga Sul-Americana de Basquete, em 2005.

Depois foram diminuindo o número de equipes e, em 2007, manteve o patrocínio apenas das equipes de Uberlândia e Brasília, que conquistou o Campeonato Brasileiro daquele ano. Já em 2008, apenas o Brasília contou com o patrocínio do grupo empresarial, conquistando o título do NBB de 2009-10 e, neste período, ainda se sagrou campeão da Liga das Américas de 2008-09. No entanto, desavenças políticas levaram a ASOEC a deixar, em 2010, a franquia na capital federal para o Instituto Viver Basquetebol, que deu sequência ao projeto vitorioso em Brasília no anos posteriores.

Depois de várias tentativas em outros clubes, em 2015, a ASOEC desembarcou em Salvador para a disputa do NBB de 2015-16 em parceria com o Esporte Clube Vitória. Essa foi a primeira vez que uma equipe baiana disputou o campeonato, sendo a segunda nordestina. O melhor resultado do Universo/Vitória foi o terceiro lugar no NBB de 2016-17, o que valeu a classificação para Liga Sul-Americana de Basquete. Após desempenho mediano no NBB de 2017-18, novamente a ASOEC entrou em desacordo com um parceiro. Desta vez, a direção do EC Vitória optou por priorizar as atividades do clube de futebol, levando o Universo a encerrar as atividades em Salvador.

Após oito temporadas, o nome Universo/Brasília voltou a figurar no basquete brasiliense, sendo uma das mais tradicionais e mais vitoriosas equipes do NBB, com três títulos, atrás apenas do Flamengo, com cinco conquistas. Além disso, o clube ocupou o espaço deixado pelo fim do Instituto Viver Basquetebol um ano antes, o que havia deixado a cidade sem um time na primeira divisão do basquete nacional. Após a formação do elenco, foi a anunciado o patrocínio da Caixa Econômica Federal à equipe, dando sustentabilidade financeira ao projeto. Com isso, fechou parceria com a FLAP Live Marketing e a fullDesign Comunicação Integrada. O objetivo é engajar os torcedores por meio de ações e ativações, além de alavancar a área digital do time, em especial as mídias sociais.

 

 

Foto em destaque: Paulo Arnaldo / Poliesportiva

 

 

Eric Filardi

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