Mogi das Cruzes x Paulistano – Agora é decisão!

Mogi das Cruzes x Paulistano – Agora é decisão!

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sexta-feira, 18 maio 2018
Basquete

Por: Eric Filardi, de São Paulo

Chegou a hora mais esperada por todos os amantes de basquete brasileiro. O NBB e a Poliesportiva lhes convidam para curtir o Jogo 1 da série melhor de cinco da grande final entre dois clubes paulistas no NBB 10. O Mogi das Cruzes recebe o Paulistano, neste sábado (19), às 14h, no Ginásio Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes. Após playoffs de muita emoção e jogos duros, as equipes chegam motivadas para dar mais um show de basquete. Um detalhes interessante é que, das últimas cinco finais, o time que venceu o primeiro jogo sagrou-se campeão. A exceção foi, inclusive, o Paulistano, no ano passado.

O duelo é tudo que espera ver um fã de basquete. Deve ter de tudo. Enterradas, tocos, ponte aéreas, roubadas de bolas, fintas e tudo mais. É, na teoria, ataque contra defesa. O Paulistano é dono do melhor ataque com média de 83,9 pontos por jogo, contra o Mogi com apenas 70,2 pontos sofridos por jogo.

Mogi das Cruzes/Helbor

O time da casa fez uma ótima primeira fase no NBB 10. Dono da quarta melhor campanha da fase classificatória, o Mogi das Cruzes avançou direto às quartas de final da competição, onde encararia o Caxias do Sul e passaria com tranquilidade na série melhor cinco (3 x 1). Nas semifinais, bateram o grande e forte Flamengo, dono da melhor campanha da primeira fase e, novamente, tiveram pouco problema para passar. Mais um 3 x 1 sem sofrer nos jogos que venceu, sempre impondo, no mínimo, 14 pontos de diferença em suas vitórias.

Chega com moral a sua primeira final, visto que passaram pelos líderes sem grandes obstáculos. Mas a força do outro lado é outra. O rival tem um estilo bem diferente de todos os outros adversários de toda a série e provaram isso nesta temporada ao perderem os dois jogos que disputaram.

Segundo jogo entre Paulistano e Mogi das Cruzes na fase classificatória do NBB 10 (Divulgação/LNB)

“Temos uma confiança muito grande um no outro. Sabemos da nossa qualidade e que juntos podemos fazer a diferença. Somos três americanos (Larry se naturalizou brasileiro) que entendem um ao outro e por isso conseguimos formar um belo trio. Muitas vezes começamos a vibrar e isso acaba virando a chave de todos os outros do time”, declarou Shamell, um dos destaques do time mandante.

Pontos fortes e armas mogianas

Os anfitriões tem um experiente trio considerado “mortal”, o verdadeiro “BIG THREE”. Formado pelos americanos Shamell, Larry Taylor e Tyrone. Shamell, assim como o Mogi, está debutando em finais. O camisa 24 é “o cara” do time mogiano nos playoffs, mostrando todo seu poder de decisão. Maior cestinha da história do NBB, o atleta de 37 anos vem para o duelo tendo feito, no último jogo, sua melhor média pessoal, anotando 40 pontos ante o Flamengo.

Larry Taylor é o tipo de armador que todo time quer ter. Naturalizado brasileiro, o jogador é completo tanto pontuando, dando assistências e controlando o jogo, quanto dividindo bolas com extrema dedicação. Fechando o trio temos Tyrone, o mais regular dos três. Pontua bem, defende bem, pega rebotes, dá assistências, é um verdadeiro “faz tudo”.

Tyrone, Larry Taylor e Shamell, o “Big Three” ou o “Tripé” mogiano (Divulgação/LNB)

Paulistano/Corpore

Os visitantes vêm para esta final mordidos. Tanto com o rival da partida, quanto com si mesmos. O time está pela segunda vez consecutiva na final, após perder o título ano passado para o Bauru. E, nesta temporada, os mogianos os eliminaram na Liga da Américas, principal torneio sul-americano, do qual nem passaram da primeira fase. O gosto de revanche deve aparecer na partida.

Paulistano foi a melhor equipe durante toda a temporada, perdendo a liderança apenas na última rodada, para o Flamengo, terminando na segunda posição, também avançando direto às quartas de final. Encararam o Basquete Cearense, perderam o primeiro jogo, fora de casa, e depois bateu o rival com tranquilidade nos outros três jogos. Na semifinal passaram sufoco.

Duelo acirrado e disputado até o último segundo, literalmente. Venceram o primeiro jogo fora de casa, perderam a primeira e venceram a segunda em casa, perderam o quarto jogo também fora e decidiu o Antonio Prado Júnior, numa partida digna de final, num 80 x 77 com a bola do Bauru não quicando no aro e não caindo nos últimos milésimos de jogo.

(Divulgação/LNB)

Pontos fortes e armas paulistanas

Paulistano tem como ponto forte as bolas de três, a rotação do elenco, que é bem completo, uma boa defesa e uma rápida transição de jogo. O time vem de um título no Campeonato Paulista e uma vice-liderança num campeonato que foi soberano quase que o tempo inteiro. O detalhe mais importante da força do time paulistano é o não ter um jogador decisivo, e sim vários. Quem acompanha as partidas do time da capital paulista vai ver diferentes jogadores chamando a responsabilidade.

As armas são vastas e todos fazem seu papel muito bem feito. No último jogo da semifinal contra o Bauru, por exemplo, Jonathan foi o principal jogador do time e o cestinha, algo novo para o capitão do time que havia chegado a perder a posição no time titular. O americano naturalizado peruano Kyle “Zoom” Fuller e Yago são os velocistas e dribladores do time. Deryk Ramos é o sexto homem do time. Sempre que entra, dificilmente sai. Chute muito bem de três, sendo o líder neste quesito na fase classificatória.

Elinho é o cérebro da equipe. HubnerNesbittDu Sommer são três gigantes paredes que ajudam muito com rebotes e ainda marcam seus pontinhos. Além de Lucas Dias, destaque nos playoffs e jogador de seleção brasileira, que costuma assumir o papel principal em momentos decisivos. Para o duelo de amanhã, o técnico Gustavo De Conti não poderá contar com o pivô Du Sommer, lesionado no cotovelo e que parará por quatro meses.

(Divulgação/William Oliveira/LNB)

Retrospecto e rivalidade

A rivalidade recente entre essas duas equipes agitou a temporada. Se cruzaram nas semifinais do Campeonato Paulista, com os mogianos abrindo 2 x 0 e sofrendo a virada para o rival que se sagraria, ineditamente, campeão. Meses depois, mais um encontro. Desta vez em jogo único pela fase preliminar da Liga das Américas e na dramática vitória por 87 x 86, o Mogi contribuiu para a eliminação dos paulistanos. Na fase classificatória, mais dois duelos e o alvirrubro venceu os dois jogos. Foram 10 encontros, com seis vitórias para o Paulistano e quatro para Mogi.

Outro duelo interessante é que pode rolar a famosa “LEI DO EX”. Isso porque Shamell, destaque do Mogi, é ex-atleta do Paulistano, clube do qual ficou “famoso” no Brasil. No lado dos visitantes também tem “vira-casaca”. O armador Elinho, um dos principais nomes do Paulistano na competição, contribuindo com muitas assistências, atuou por três temporadas no Mogi e esteve presente nas conquistas do Campeonato Paulista e da Liga Sul-Americana.

(Divulgação/LNB)

Acompanhe

Você acompanha esse jogão de basquete aqui na Rádio Poliesportiva, neste sábado, a partir das 13h30, aqui pelo site ou pelo aplicativo de rádio TuneIn. O Show de Basquete terá Murilo Franco na narração, Juliane Santos nos comentários e Paulo Arnaldo nas reportagens e operação técnica. Você não pode perder toda a emoção da Arte do Esporte.

Foto em destaque: LNB / Divulgação

Eric Filardi

Eric Filardi

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