Danilo: da Chapecoense para o coração de todos os torcedores brasileiros

Danilo: da Chapecoense para o coração de todos os torcedores brasileiros

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quinta-feira, 01 dezembro 2016
Copa Sul-Americana

Natural de Cianorte, interior paranaense, Marcos Danilo Padilha, o goleiro Danilo era uma figura pouco conhecida do torcedor brasileiro até realizar defesa espetacular nos acréscimos da partida contra o San Lorenzo que acabou garantindo a classificação da Chapecoense à inédita final da Copa Sul-Americana. Semanas antes, havia defendido quatro pênaltis contra o Junior Barranquilla, nas quartas de final. Quis o destino que menos de uma semana após ter sido pela última vez o herói da Arena Condá, o arqueiro de 30 anos fosse uma das 71 vítimas fatais da queda do avião que levava a delegação da Chape para a primeira decisão, em Medellín.

Danilo chegou a ser resgatado com vida na região de La Unión, departamento de Antioquia, porém horas depois, já no hospital, veio a ter o falecimento confirmado pela Cruz Vermelha, em razão dos múltiplos ferimentos em seu corpo. Tal fato comoveu ainda mais o povo brasileiro, sobretudo os amantes do futebol.

O Flamengo, por exemplo, teve a linda iniciativa ao recomendar que os seus torcedores votassem no arqueiro da Chape no tradicional prêmio “Craque da Galera”, organizado pelo site Globoesporte.com. Torcedores de outros times abraçaram a ideia e se mobilizaram nas redes sociais.

O curioso é que no final de 2014, o goleiro esteve próximo de ser contratado pelo Corinthians. Tinha tudo acertado com o futuro presidente Roberto de Andrade para ser o novo reforço do clube paulista a partir de 2015, mas o até então presidente Mario Gobbi melou o negócio e Danilo renovou o seu vínculo com o Verdão do Oeste.

Não dá para esquecer a imagens do Fox Sports, após Danilo ter feito a sua penúltima partida da vida. Já no vestiário, após ter sido o herói da batalha contra o San Lorenzo, o repórter Victorino Chermont (outra vítima fatal da tragédia) colocou o fone para o atleta ouvir a espetacular narração de Deva Pascovicci, também morto na viagem. O gigante de Cianorte não segurou a emoção.

Já pararam para pensar: se aquela última bola do San Lorenzo tivesse entrado aos 49 minutos do segundo tempo, a Chape estaria eliminada e não teria acontecido a tragédia. Mas, infelizmente foi o destino.

Danilo e todos os profissionais merecem ser reverenciados eternamente. Uma salva de palmas aos heróis da Chape!

Foto: Reprodução

 

Rafael Martins Alaby Ferreira

Rafael Martins Alaby Ferreira

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