Clássicos da Fórmula 1: Chris Amon, GP da Espanha em Montjuich Park, 1969

Clássicos da Fórmula 1: Chris Amon, GP da Espanha em Montjuich Park, 1969

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quinta-feira, 09 agosto 2018
Automobilismo

Por: Luiz Máximo, de Sâo Paulo

 

Chris Amon não teve uma carreira com grandes destaques em Grandes Prêmios. Porém, em algum momento, uma comemoração do sucesso de seu talento certamente reservara. Inúmeras vezes ele liderou corridas, mas sempre ele convivia com algo inesperado ou azar..

Chris Amon assumiu o posto de principal piloto da equipe Ferrari após a morte de Lorenzo Bandini em Mônaco, em maio de 1967. Amon sentiu pela primeira vez, que a sorte não estava ao seu lado. Em Watkins Glen, naquela temporada, quando sua Ferrari de 48 válvulas estava alcançando a Lotus 49B, que enfrentava dificuldades, seu motor estourou. Em 1968 quando a vitória do Grande Prêmio da Espanha estava em suas mãos, um fusível queimou. Foram chances de vitórias que escaparam na Bélgica, Holanda, França, Inglaterra, Itália e Canadá. Tudo isso na temporada de 1968.

Em Montjuich Park, na Espanha, em maio de 1969, parecia que finalmente Amon iria desencantar e conquistar uma vitória. Nos treinos ele se classificou entre as duas Lotus, a de Jochen Rindt e a de Graham Hill na primeira fila do grid. Na corrida e após a largada, Chris Amon já ameaçava Rindt nas primeiras voltas. O aerofólio da Lotus de Hill quebrou e ele bateu muito forte. Logo depois, na volta 19, Rindt teve também se acidentou ao colidir com os destroços do carro de Hill.

Chris Amon aparecia na liderança da corrida, com uma vantagem de 25 segundos, sobre Jo Siffert, que por sua vez colocava 5 segundos sobre Jackie Stewart. Isso ainda restando 71 voltas para o término da prova. Amon ainda contou com o estouro de motor do carro de Siffert. O piloto da Ferrari estaria ainda mais tranquilo na corrida. Restava levar a Ferrari até a linha de chegada.

Mas a 40 voltas para o fim, o fantasma de Chris Amon deu as caras. Os primeiros sinais de fumaça azul começaram a aparecer no cano de escapamento da Ferrari. Faltando 33 voltas, o carro vermelho foi perdendo velocidade e estacionou silenciosamente. Seu motor e o sonho de uma vitória ficou por ali.

Chris Amon lideraria outras provas. Outros azares o perseguiu.  Mas aquele golpe em Montjuich Park foi o mais doloroso de todos.

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

Luiz Máximo Moreno Morelo

Luiz Máximo Moreno Morelo

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