Bob Burnquist é o novo presidente da CBSk

Bob Burnquist é o novo presidente da CBSk

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quarta-feira, 04 outubro 2017
Esportes Radicais

Um dos maiores skatistas do mundo já tem um novo desafio. Agora, como presidente da nova gestão da Confederação Brasileiro de Skate (CBSk), Bob Burnquist, escolhido por aclamação em assembleia geral para ocupar o cargo máximo da entidade, no último sábado (30) em São Paulo, busca colocar um fim às questões e até ameaças de boicote da parte de alguns atletas para a estreia do skate nos jogos olímpicos, em Tóquio 2020.

“Eu, enquanto skatista, não preciso da CBSk, me sustento com tudo o que conquistei ao longo dos anos dentro do esporte. Mas a entidade, em contrapartida, sim. Quero ajudar o skate brasileiro a superar mais esse obstáculo”, afirma o novo presidente e maior medalhista da história dos X-games.

Outro grande nome, o hexacampeão mundial Sandro Dias fará parte dessa gestão sendo diretor de esportes e encara como principal necessidade a de resolver, da melhor forma possível, toda essa questão de representatividade que o skate está passando, ainda mais pelo Brasil ter grandes talentos e chances de obter medalhas.

“Fiquei muito feliz quando soube que o Bob iria assumir a presidência, aí quando recebi o convite sabendo que ele estava nessa, não tive dúvidas. Unidos venceremos”, disse Mineirinho.

Com associações e federações de skate de todo o país presentes na assembleia, líderes e atletas convidados votaram a favor da chapa única, formada por Bob Burnquist, Eduardo Musa, Sandro Dias, Jorge Kuge, Osmar Lattuca, Roberto Maçaneiro, Tatiana Lobo e Ed Sacander.

A situação se complicou quando o Comitê Olímpico Brasileiro, no início deste ano, se manifestou a favor da Confederação Brasileira de Hóquei e Patins (CBHP) para representar o skate nas olimpíadas de 2020, o que reverberou de forma negativa entre o meio profissional da modalidade.

A importância de “arrumar a casa” para que nada atrapalhe a participação dos melhores skatistas brasileiros na competição, segundo Bob, só aumenta pelo fato de que o Brasil, além dos Estados Unidos, detém do direito de levar três atletas para cada modalidade para a próxima olimpíada.

A CBSk iniciou, em janeiro deste ano, uma campanha com apelo nas redes sociais e reuniu mais de 17 mil assinaturas eletrônicos e que tenta forçar o COB a rever sua posição. Até agora, nada está definido e o comitê olímpico não se manifestou.

 

Foto de capa: Júlio Detefon

 

Redator da matéria: Rafael Lardieri, de Santo André.

Rafael Lardieri

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