Aos 77 anos, paraquedista tem média de 100 saltos por ano, em Florianópolis

Aos 77 anos, paraquedista tem média de 100 saltos por ano, em Florianópolis

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quarta-feira, 26 outubro 2016
Esportes Radicais

O ex-militar já representou o Brasil em 4 campeonatos mundiais de paraquedismo. Foto: Arquivo Pessoal

No último sábado (22), data em que se comemorou o Dia do Paraquedista, o médico e ex-militar Luiz Schirmer, de 77 anos, ficou mais perto de completar seu centésimo salto de paraquedas só neste ano, na capital catarinense. Apesar de não ser nenhuma novidade para Schirmer, muitas pessoas se impressionam com o número elevado de saltos, já que o paraquedista é considerado pela maioria como uma pessoa de idade. Ele discorda: “Quero ser um exemplo para os jovens, para que tenham alma de paraquedistas. Nós (paraquedistas) sabemos que querer é poder e, se você quer, pode até voar. Sou um homem de 77 anos que não pode ser considerado idoso”, declarou.

Militar na juventude e formado médico no Rio de Janeiro, este mineiro, mora em Santa Catarina há mais de 25 anos. Nesse tempo, Schirmer divide sua rotina em trabalho e atividades esportivas: “Durante a semana, trabalho como médico clínico em Canasvieiras, faço ginástica, corro de bicicleta e ando de roller. Nos sábados e domingos de sol, sem muito vento, salto de paraquedas”, disse.

Schirmer ainda no exército quando fazia curso de salto livre. Foto: Arquivo Pessoal

Desde que começou a saltar como parte do treinamento no exército, aos 17 anos, Schirmer tomou gosto pela emoção de se jogar de aviões. Em 1957, ano em que saltou pela primeira vez, o paraquedismo ainda não era considerado esporte. Nascido em uma família simples, entrou para a academia militar onde fez cursos para as forças especiais e conheceu o salto livre, além de aprender a ler e a escrever.

Com mais de 60 anos dedicados ao esporte, Schirmer conta com quase 4 mil saltos no currículo e detém o título de primeiro campeão brasileiro de paraquedismo, conquistado em 1964. Também representou o Brasil em quatro campeonatos mundiais, o mais recente em 2014, na Argentina, aos 75 anos. “É um esporte muito bonito, eu saltei nos cinco continentes, sou considerado e querido por amigos paraquedistas do mundo todo”, orgulha-se.

O “jovem” paraquedista diz ainda que pretende continuar mantendo essa média de saltos por ano pois, segundo ele, é isso que o ajuda a ter uma vida mais saudável sem cair na rotina.

“Dois fatores foram fundamentais na minha vida. O primeiro, foi ter entrado para o Exército brasileiro, que me ensinou, disciplinou, deu exemplo de hierarquia e patriotismo. O segundo fator é que conheci uma mulher maravilhosa, minha esposa, nós estamos juntos há 47 anos, e ela me acompanha em todos os saltos”, contou.

 

Por Rafael Lardieri

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