Clássicos da Fórmula 1: A impressionante corrida de Senna no chuvoso GP de Mônaco de 1984

Clássicos da Fórmula 1: A impressionante corrida de Senna no chuvoso GP de Mônaco de 1984

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segunda-feira, 12 março 2018
Automobilismo

Dia 3 de junho de 1984, a largada atrasou 45 minutos por causa da chuva e no sinal verde, o francês Alain Prost, com o McLaren-TAG-Porsche, pilotou para a ponta, facilitado por ter largado em primeiro, sem a névoa d’agua à sua frente. Senna era o 13º no grid de largada. Logo na primeira curva, a St. Devote, a Ferrari do francês René Arnoux e o Renault do inglês Derek Warwick se tocaram e o carro do britânico bateu tão forte na proteção que acabou atingido o companheiro de equipe, Patrick Tambay. Os dois pilotos ficaram feridos, mas Tambay foi o mais prejudicado, sofrendo uma fratura na perna.

Na 9ª volta, o britânico Nigel Mansell, em seu Lotus-Renault, tomou a dianteira de Prost. Era a primeira vez que o legendário piloto liderava um Grande Prêmio. O carro do francês falhou. Prost atrasou-se mais ainda pelas dificuldades da pista estreita. Mansell disparou na frente, mas, seis voltas depois, bateu na subida da Praça do Casino e abandonou. O líder passou a ser Arnoux. Seu Ferrari não demorou a ser ultrapassado pelo legendário piloto austríaco Niki Lauda, pilotando um carro da McLaren.

Pouco depois, Prost assumiu a liderança, para logo notar, pelo seu retrovisor, a ameaça que se aproximava. Era um novato em sua primeira corrida de rua. Mas não era um novato qualquer, tratava-se de… Ayrton Senna!

Na 29ª volta, Prost começou a acenar para o diretor de prova, o ex-piloto belga da Lotus nos anos 1970, Jacky Ickx. Em razão da intensa chuva, o piloto francês pedia, insistentemente, que a corrida fosse interrompida. Prost acenou uma vez mais ao completar a 31ª volta. Na volta seguinte, a bandeira vermelha iria indicar que a prova terminara a 44 voltas do final. Senna já estava bem próximo de Prost.

Senna revelou-se com um desempenho fantástico. Mostrava a que tinha vindo, mesmo com um carro que não estava entre os melhores, mas que, para ele, com seu talento e habilidade ímpares, era suficiente para vencer a corrida.

 

Foto em destaque: The Cahier Archive

 

Redação e adaptação: Luiz Máximo Morelo, de São Paulo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Luiz Máximo Moreno Morelo

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